terça-feira, 20 de julho de 2010
Palestra: O recém-nascido
Venha conferir!
Como as mães sentem a gestação e o parto ouvimos vários relatos, mas como o bebê sente e percebe esse novo mundo que se abre ao nascer não sabemos, pois o recém-nascido pouco se expressa. Mas muitos estudos desde a década de 70 iniciados por Leboyer passaram a levar a atenção para esse Ser que saiu do meio aquático e foi colocado no meio aéreo, muitos levaram um tapa no bumbum sem saber porque, ou foram afastados de suas mães logo que nasceram.
O que pode acrescentar esse conhecimento em sua gestações? Muito, respeitando mais o seu bebê, diminuindo os impactos no nascimento e na verdade dizendo a ele que o mundo é bom, que a vida é feliz, esses registros com certeza ficarão gravados.
Quarta-feira- 21/07 às 19:30h. Até mais...
terça-feira, 22 de junho de 2010
O nascimento pode ser a experiência mais maravilhosa e engrandecedora da vida. Mas também pode ser uma experiência traumática, tanto para mãe como para o bebê. Vamos visualizar o início da vida: duas células se unem, se subdividem milhares de vezes e se transformam em um Ser completo e sensível. Ele cresce dentro de um lugar aconchegante, quentinho, escurinho, onde escuta a batida do coração de sua mãe, sua respiração, sua voz. Está tudo em paz, em harmonia e em sincronia.
O tempo passa, o espaço vai ficando menor e as contrações mais frequentes. Até que chega o momento tão esperado, mãe e bebê estão prontos e inicia-se então o processo de nascimento. Como será que esse Serzinho gostaria de fazer essa transição para o mundo? Como você gostaria de nascer? De uma forma brusca ou tranquila? Com ambiente barulhento ou silencioso? Com luzes ofuscantes ou meia luz? Gostaria de ir para o colo de sua mãe ou de alguém desconhecido? Gostaria de amor e beijos ou um tapinha no bumbum? Essas são apenas algumas das questões, que já levam a algumas reflexões.
Frederick Leboyer, médico francês, foi o primeiro a descrever o nascimento sob o olhar do bebê em seu livro “Nascer sorrindo” ou “Birth without violence”, publicado em 1975 e revolucionário para a época. Em sua obra, o autor descreve os sentimentos e percepções do bebê durante o processo de nascimento, mostrando como o parto pode ser traumático para o recém nascido e como podemos ajudar para que essa transição aconteça de forma mais amorosa e suave.
O parto cercado de intervenções e “violento” já está tão enraizado na nossa sociedade, que um parto humanizado, sem intervenções desnecessárias e realizado em casa, na água, de cócoras é visto como um parto de pessoas alternativas, hippies ou até coisa de índio. Infelizmente a maioria das pessoas desconhece as grandes vantagens de um nascimento sem violência para mãe, bebê, pai e para sociedade.
Muitas maternidades são uma produção em massa de bebês. Alguns profissionais não têm paciência e sensibilidade para esperar e respeitar o tempo de cada mãe e bebê. A fila tem que andar, mais bebês estão chegando, vamos apressar as coisas por aí! Conseqüência: Mulheres em trabalho de parto sem apoio, carinho e amor. Deitadas nas camas, sem liberdade de movimento e muito menos liberdade de escolher a posição mais confortável para ter seu bebê. Partos cercados de intervenções e traumáticos para as mulheres e para os bebês. As salas de parto deveriam ser voltadas para acolher o recém nascido, de forma que ele se sentisse amado, respeitado. Mas a realidade não é bem essa.
Quando o trabalho de parto é iniciado, muitas vezes é colocado um “sorinho” com ocitocina, o que faz as contrações ficarem mais intensas e duradouras. Com isso o bebê fica muito mais apertado, o que pode dificultar a sua oxigenação e ele ter momentos mais difíceis dentro do útero. Para a mulher a dor pode intensificar bastante com a ocitocina, por isso que muitas vezes acaba-se usando uma analgesia.
Quando chega a hora do nascimento, a mulher vai para sala de parto. A posição tradicional é deitada ou semi-sentada, com as pernas para cima, muitas vezes amarradas. Essa posição diminui a pélvis, age contra a força da gravidade, dificulta a passagem do bebê, além de diminuir sua oxigenação. O ambiente é barulhento, os profissionais conversam, às vezes falam com alguém fora da sala de parto, como se fosse apenas mais um parto. As luzes ofuscam, com um foco bem em cima do bebê, que não consegue nem abrir os olhinhos de tão claro. Ele sai de um espaço apertadinho e agora se sente desprotegido com todo esse mundo. Corta-se o cordão umbilical imediatamente e o bebê é obrigado a respirar bruscamente. Os pulmões nunca antes usados expandem-se e o bebê chora. Todos ficam felizes com esse choro estridente, mas é um choro de dor. Cadê minha mãe? Para onde estão me levando? O bebê é levado para o pediatra e muitas vezes passam-se horas até que ele possa ficar juntinho de sua mãe, sendo que o que eles mais precisam nesse momento é um do outro.
O sentimento gerado: Medo. Medo de sofrer, medo do desconhecido, medo da dor, medo do abandono, medo do parto. A geração que estamos é cercada por esse medo, que fica evidente pelas altas taxas de cesárea do Brasil e em grande parte dos países. Leboyer diz: “Nossos olhos precisam se abrir, nossa cegueira tem que parar”. Sim. Existe outra maneira. Com a informação correta, o medo é dissolvido e vemos que há uma luz, existe uma forma de trazer os bebês ao mundo com muito mais aconchego, tranquilidade, segurança e amor.
Como descreveu a própria Gisele, em entrevista a um programa de televisão: “Eu queria estar muito consciente e presente na hora do parto. Eu me preparei bastante, fazia yoga, meditação. Consegui ter um parto super tranquilo, em casa. Ele nasceu e ficou o tempo todo no meu colo, nunca saiu de perto de mim. (…) A cada contração ele estava mais perto de mim, eu transformei aquela sensação intensa em uma esperança de ver ele mais perto de mim”.
Vamos voltar ao início do trabalho de parto. As contrações iniciam-se. O ambiente está aconchegante, aquecido, calmo, com música e meia luz. A mãe está entregue e preparada para esse grande momento e tem o apoio de pessoas próximas. Ela escolhe o lugar e a posição que lhe são mais confortáveis. Quando o túnel se abre completamente, a mulher dá à luz um Serzinho de luz. O bebê nasce e já é aconchegado no seu colo, em contato pele a pele. Ele sente-se seguro, amado, protegido. Inspira seu primeiro ar, enquanto ainda recebe oxigênio pela placenta. Consegue abrir seu olhinho e ver a sua mãe, pois não há luzes ofuscantes. Reconhece a sua voz e seu cheiro. A nova família fica nesse processo de reconhecimento, envoltos de amor. Os profissionais estão presentes para assegurar que está tudo bem, sem interferir no processo natural do nascimento. Percebem diferença? Wilhelm Reich dizia: “A Civilização começará no dia em que o bem estar dos recém-nascidos prevalecer sobre qualquer outra consideração”.
texto retirado do blog da Gisele Bundchen
O tempo passa, o espaço vai ficando menor e as contrações mais frequentes. Até que chega o momento tão esperado, mãe e bebê estão prontos e inicia-se então o processo de nascimento. Como será que esse Serzinho gostaria de fazer essa transição para o mundo? Como você gostaria de nascer? De uma forma brusca ou tranquila? Com ambiente barulhento ou silencioso? Com luzes ofuscantes ou meia luz? Gostaria de ir para o colo de sua mãe ou de alguém desconhecido? Gostaria de amor e beijos ou um tapinha no bumbum? Essas são apenas algumas das questões, que já levam a algumas reflexões.
Frederick Leboyer, médico francês, foi o primeiro a descrever o nascimento sob o olhar do bebê em seu livro “Nascer sorrindo” ou “Birth without violence”, publicado em 1975 e revolucionário para a época. Em sua obra, o autor descreve os sentimentos e percepções do bebê durante o processo de nascimento, mostrando como o parto pode ser traumático para o recém nascido e como podemos ajudar para que essa transição aconteça de forma mais amorosa e suave.
O parto cercado de intervenções e “violento” já está tão enraizado na nossa sociedade, que um parto humanizado, sem intervenções desnecessárias e realizado em casa, na água, de cócoras é visto como um parto de pessoas alternativas, hippies ou até coisa de índio. Infelizmente a maioria das pessoas desconhece as grandes vantagens de um nascimento sem violência para mãe, bebê, pai e para sociedade.
Muitas maternidades são uma produção em massa de bebês. Alguns profissionais não têm paciência e sensibilidade para esperar e respeitar o tempo de cada mãe e bebê. A fila tem que andar, mais bebês estão chegando, vamos apressar as coisas por aí! Conseqüência: Mulheres em trabalho de parto sem apoio, carinho e amor. Deitadas nas camas, sem liberdade de movimento e muito menos liberdade de escolher a posição mais confortável para ter seu bebê. Partos cercados de intervenções e traumáticos para as mulheres e para os bebês. As salas de parto deveriam ser voltadas para acolher o recém nascido, de forma que ele se sentisse amado, respeitado. Mas a realidade não é bem essa.
Quando o trabalho de parto é iniciado, muitas vezes é colocado um “sorinho” com ocitocina, o que faz as contrações ficarem mais intensas e duradouras. Com isso o bebê fica muito mais apertado, o que pode dificultar a sua oxigenação e ele ter momentos mais difíceis dentro do útero. Para a mulher a dor pode intensificar bastante com a ocitocina, por isso que muitas vezes acaba-se usando uma analgesia.
Quando chega a hora do nascimento, a mulher vai para sala de parto. A posição tradicional é deitada ou semi-sentada, com as pernas para cima, muitas vezes amarradas. Essa posição diminui a pélvis, age contra a força da gravidade, dificulta a passagem do bebê, além de diminuir sua oxigenação. O ambiente é barulhento, os profissionais conversam, às vezes falam com alguém fora da sala de parto, como se fosse apenas mais um parto. As luzes ofuscam, com um foco bem em cima do bebê, que não consegue nem abrir os olhinhos de tão claro. Ele sai de um espaço apertadinho e agora se sente desprotegido com todo esse mundo. Corta-se o cordão umbilical imediatamente e o bebê é obrigado a respirar bruscamente. Os pulmões nunca antes usados expandem-se e o bebê chora. Todos ficam felizes com esse choro estridente, mas é um choro de dor. Cadê minha mãe? Para onde estão me levando? O bebê é levado para o pediatra e muitas vezes passam-se horas até que ele possa ficar juntinho de sua mãe, sendo que o que eles mais precisam nesse momento é um do outro.
O sentimento gerado: Medo. Medo de sofrer, medo do desconhecido, medo da dor, medo do abandono, medo do parto. A geração que estamos é cercada por esse medo, que fica evidente pelas altas taxas de cesárea do Brasil e em grande parte dos países. Leboyer diz: “Nossos olhos precisam se abrir, nossa cegueira tem que parar”. Sim. Existe outra maneira. Com a informação correta, o medo é dissolvido e vemos que há uma luz, existe uma forma de trazer os bebês ao mundo com muito mais aconchego, tranquilidade, segurança e amor.
Como descreveu a própria Gisele, em entrevista a um programa de televisão: “Eu queria estar muito consciente e presente na hora do parto. Eu me preparei bastante, fazia yoga, meditação. Consegui ter um parto super tranquilo, em casa. Ele nasceu e ficou o tempo todo no meu colo, nunca saiu de perto de mim. (…) A cada contração ele estava mais perto de mim, eu transformei aquela sensação intensa em uma esperança de ver ele mais perto de mim”.
Vamos voltar ao início do trabalho de parto. As contrações iniciam-se. O ambiente está aconchegante, aquecido, calmo, com música e meia luz. A mãe está entregue e preparada para esse grande momento e tem o apoio de pessoas próximas. Ela escolhe o lugar e a posição que lhe são mais confortáveis. Quando o túnel se abre completamente, a mulher dá à luz um Serzinho de luz. O bebê nasce e já é aconchegado no seu colo, em contato pele a pele. Ele sente-se seguro, amado, protegido. Inspira seu primeiro ar, enquanto ainda recebe oxigênio pela placenta. Consegue abrir seu olhinho e ver a sua mãe, pois não há luzes ofuscantes. Reconhece a sua voz e seu cheiro. A nova família fica nesse processo de reconhecimento, envoltos de amor. Os profissionais estão presentes para assegurar que está tudo bem, sem interferir no processo natural do nascimento. Percebem diferença? Wilhelm Reich dizia: “A Civilização começará no dia em que o bem estar dos recém-nascidos prevalecer sobre qualquer outra consideração”.
texto retirado do blog da Gisele Bundchen
Palestra: Amamentação
Como ocorre a produção de leite humano.
Benefícios para a mãe e o bebê.
Como lidar com as possíveis dificuldades.
Tire suas dúvidas.
Palestrante: Simone Zimmer- Técnica em Enfermagem
Quarta-feira, 23/06- 19:30h
terça-feira, 25 de maio de 2010
Viva no mundo
"Isole a mente, não os movimentos; permaneça vivendo no mundo do homem e da mulher. Sente falta de uma árvore? Plante uma muda. Não tem uma montanha à vista? Olhe para um quadro. Vivendo entre ruídos, não sou abalado. O verdadeiro sentido está nisso."
CHIAO-JAN (730-799)
CHIAO-JAN (730-799)
Gestação Consciente
Porque estar presente e atenta ao presente é usufruir o melhor da gestação, nenhum dia é melhor que o dia de hoje. Então porque não aproveitar e planejar seus próximos nove meses:
1- Vivendo um dia de cada vez
2- Curtindo cada tamanho da barriga
3- Percebendo que as mudanças são diárias
4- Tendo um tempinho só pra você
5- Doando-se a seu bebê
6- Sentindo prazer
7- Realizando um desejo seu por dia
8- Percebendo que tudo é bom, até os aiaiaai-uiuiuis!!!
9- Meditando
10- Relaxando
11- Confiando em você mesma a ponto de entregar-se cegamente ao desconhecido
Depois de tudo isso você será Phd em gestação, e o melhor de tudo,
Uma mulher por inteiro!
1- Vivendo um dia de cada vez
2- Curtindo cada tamanho da barriga
3- Percebendo que as mudanças são diárias
4- Tendo um tempinho só pra você
5- Doando-se a seu bebê
6- Sentindo prazer
7- Realizando um desejo seu por dia
8- Percebendo que tudo é bom, até os aiaiaai-uiuiuis!!!
9- Meditando
10- Relaxando
11- Confiando em você mesma a ponto de entregar-se cegamente ao desconhecido
Depois de tudo isso você será Phd em gestação, e o melhor de tudo,
Uma mulher por inteiro!
quinta-feira, 25 de março de 2010
Agenda- abril/ maio/ junho/ julho
PALESTRAS GRATUITAS: Quartas-feiras 19:30 às 21:00
07/04- Vídeo: Nascendo no Brasil. O vídeo mostra a realidade dos hospitais brasileiros, na rede pública e privada.
28/04- Plano de Parto. Suas escolhas e desejos colocados no papel. Cada uma irá esboçar o seu plano de parto.
12/05- Vídeo: Orgasmic Birth. Mostra o parto como um evento intrinsecamente feminino e um marco na vida da mulher. Abordando a dor como coadjuvante no processo. Uma experiência respeitosa e transformadora.
26/05- Gestação Consciente. Estar consciente não é estar mentalmente ativo, mas sim estar conectado com o corpo e a mente de forma harmoniosa. Como você pode planejar a sua gestação? Que técnicas e práticas você pode realizar para usufruir desses nove meses integralmente? Estar consciente é estar presente, é viver o hoje, é curtir os movimentos que o bebê está fazendo Agora. É respirar para você e para ele. É saber que o Parto é uma conseqüência de suas vivências, você o está construindo hoje.
09/06- Mitos e medos na gestação. Não teve dilatação? O bebê é muito grande? A bolsa estourou? E agora?
23/06- Amamentação.
07/07- A humanização do Parto. As práticas de humanização do parto visam respeitar a mulher e o bebê, permitindo liberdade de escolhas, apoio e incentivo a desmedicalização.
21/07- O Recém-nascido. Nascer não é tão simples assim. É uma jornada que depende da parceria mãe-bebê. Como a mãe sente tudo isso já sabemos, abordaremos como o bebê vivencia essa experiência, que impressões ficam gravadas e que procedimentos e intervenções são realizados logo após o nascimento.
CURSOS: 19:00 às 22:00h/ R$35,00 o módulo
14/04- Preparando seu corpo para o parto, posturas físicas que favorecem o encaixe do bebê durante a gestação, massagem para o períneo, preparo das mamas. Tipos de parto e/ou posições para o trabalho de parto e parto: parto de cócoras, parto de lado, parto no banquinho, parto na água... Como a posição do parto pode ser favorável à mãe e ao bebê.
19/05- Preparando-se interiormente para o parto. Recursos naturais para o alívio da dor, incluindo preparo mental, respiração, relaxamento e visualizações para auxiliar o nascimento. Método psicoprofilático.
16/06- Cuidados com o bebê, banho (ofurô do bebê). Dicas e soluções para lidar com o recém-nascido. Vídeo: O bebê mais feliz do pedaço- fala do quarto trimestre de gestação, e como ativar o reflexo da calma.
14/07- Shantala. Massagem indiana calmante que estreita o vínculo com o bebê. Para o papai estabelece um elo mais forte semelhante ao elo que a mãe tem na amamentação. Teórico-prático.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Respirar...
Há duas bençãos na respiração,
absorver o ar e soltá-lo outra vez;
uma nos pressiona, a outra nos refresca,
que mistura maravilhosa é a vida.
Goethe
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